sexta-feira, 25 de julho de 2008

Carta ao inimigo

Eu poderia amar-te,
por mostrar-me como é vida,
mas não te amo

Eu poderia odiar-te,
por mostrar-me como há pessoas más num mundo tão vasto,
mas não te odeio

Eu poderia vingar-me de ti,
pelo o que já sofri em suas mãos,
mas não me vingo

Pois você me ensinou a ser superior

Com sua baixeza aprendi o quanto sou uma pessoa boa e melhor
Com o seu ódio aprendi a importância do amor
Com sua inimizade aprendi o valor do amigo
Com seu veneno aprendi o bom efeito de cura de uma conversa

São por essas razões que não te amo, nem te odeio e nem me vingo
Mas te reservo um lugar na minha mais importante ignorância.

Um comentário:

Jarbas disse...

wooow!
adorei o texto ... e me lembrei de uma frase de um amigo; gleber aristoteles, ele disse: "quando passamos por um lugar fedorento, não precisamos ficar lembrando do fedor"

abraços.